Mercado calmo e em expectativa para os leilões da Conab
Mercado calmo criou expectativa pelos leilões que a Conab realizará no Rio Grande do Sul, mas a medida acontecerá apenas com produto que teve problemas na contagem dos volumes.
O mercado de arroz segue muito parado em todo o Brasil, mantendo o cenário dos últimos 30 dias. No mercado gaúcho, os preços do arroz em casca permaneceram praticamente inalterados, com leve queda em algumas regiões. O indicador de arroz do Cepea/Esalq confirmou R$ 23,35 de preço médio de referência para o arroz posto na indústria no Rio Grande do Sul nesta quinta-feira, apontando ligeira queda de 0,56% no mês.
Os produtores seguem com baixa oferta, principalmente a partir da aceleração dos recursos de custeio. Alguns, que haviam reduzido a área na safra passada por falta de água reservada para irrigação, ainda não conseguiram a liberação dos recursos para a área pretendida, mesmo com as barragens cheias. O mercado manteve-se com baixo volume de negociações.
Nesta sexta-feira a Conab confirmou a realização de leilões de estoques públicos no Rio Grande do Sul, mas ainda não trata-se da sistemática liberação de estoques que o mercado espera para a segunda quinzena de novembro em diante. Neste caso, apenas está sendo liberado produto que teve problemas nas contagens da fiscalização, segundo fontes da Conab.
Em Cachoeira do Sul, Agudo, Rio Pardo, Rosário do Sul, Alegrete e Dom Pedrito, o arroz é comercializado entre R$ 22,00 e R$ 23,00, com média já abaixo dos R$ 22,50 para os negócios confirmados. Em São Borja e Itaqui, as variedades nobres mantêm-se com preços de até R$ 24,00 conforme a qualidade.
No Litoral Norte gaúcho, os preços seguem entre R$ 23,50 (IRGA 422CL) e R$ 27,00 (417 e 409 acima de 63%). Pelotas e Camaquã remuneram até R$ 24,00 para o produto posto na indústria, mas a maior parte das indústrias, principalmente as de grande porte, seguem fora do mercado.
ESTADOS
Em Santa Catarina, com produção e demanda ajustadas, o mercado segue firme, com leve tendência de alta registrada nesta semana. Segundo relatório do Instituto Cepa, a formação da safra acelerou-se esta semana. O preço se manteve em R$ 23,00 em Jaraguá do Sul e no Sul do estado, com ligeiro aumento da demanda por algumas indústrias, principalmente para parboilização.
No Mato Grosso, a escassez de produto segue sendo a temática e o mercado se mantém estável. As primeiras lavouras começam a ser preparadas, com muitas queixas dos produtores ao preço do insumo e a escassez, devido, principalmente, à disputa de fertilizantes com a soja e o milho. As grandes indústrias estão abastecidas até o início da próxima colheita, mas as médias e pequenas aguardam com expectativa a liberação de recursos dos estoques da Conab, principalmente do Sul, face à má qualidade e distância dos estoques remanescentes nos armazéns do estado. Preço médio do arroz fica na faixa de R$ 28,00, com negociação acima de R$ 30,00 para a saca de 60 quilos de produto de melhor qualidade (primavera).
BENEFICIADO
O mercado de arroz beneficiado teve leve aumento de procura no final desta semana, com o preço do fardo de arroz gaúcho, tipo 1, e catarinense, comercializado entre R$ 29,00 e R$ 45,00, dependendo da marca e posição no consumo. A média, para o arroz industrializado gaúcho é de R$ 34,00. O catarinense fica em R$ 35,00 colocado em São Paulo.
O saco de arroz branco, 60 quilos, é cotado a R$ 47,00 no Rio Grande do Sul e chega a São Paulo por preços entre R$ 60,00 e R$ 61,00.
Os derivados apresentaram movimentação oposta nas cotações, nos preços desta semana, segundo dados da Corretora Mercado, de Porto Alegre. A saca de canjicão (quebrado) perdeu R$ 1,00 sendo cotada agora a R$ 31,00. A quirera valorizou, com cotação de R$ 23,00 ante R$ 22,50 da semana anterior. O farelo de arroz manteve R$ 290,00 a tonelada. A Mercado indica R$ 22,30 de preço médio à saca de arroz com 50 quilos (padrão 58% de inteiros), no Rio Grande do Sul.


