Obras na Cesa avançam e Estado deverá exportar 600 mil toneladas de arroz este ano
Os produtores confiam que o Estado poderá exportar 10% da safra e se consolidar como um grande mercado mundial de arroz nos próximos anos.
O mais importante canal de exportação do arroz gaúcho está próximo de ser concluído. A obra de reativação do terminal da Cesa, em Rio Grande , foi vistoriada nesta terça-feira (22) e deverá estar pronta em 30 dias. Se tudo ocorrer dentro do previsto, os embarques iniciarão na segunda quinzena de agosto. Os produtores confiam que o Estado poderá exportar 10% da safra e se consolidar como um grande mercado mundial de arroz nos próximos anos.
O presidente da Cesa, Juvir Mattuella, comemorou a possibilidade de atender a um segmento específico. Conforme ele, os demais produtos de grande exportação já têm capacidade de embarque garantido e o arroz ainda não possuía um canal apropriado.
– Estamos utilizando uma estrutura existente e, sem grandes investimentos, tornando-a um importante meio para escoar arroz e movimentar a economia do Estado – disse.
As 64 células, com capacidade de 800 toneladas (t) e mais 24 intra-células com capacidade de 250 t existentes na unidade possibilitam receber, armazenar e carregar diversos tipos de produtos, sendo que a prioridade será o arroz.
Além dos portos de Estrela e Porto Alegre, que tiveram o primeiro embarque de arroz há pouco tempo, a unidade da Cesa de Cachoeira do Sul também embarcará o produto, abrindo mais uma possibilidade logística. A região é uma das maiores produtores do Rio Grande do Sul. O transporte fluvial diminui custos e também o número de caminhões trafegando pelas rodovias, esclareceu Luis Carlos Oliveira, diretor técnico da Cesa, completando que um dos objetivos do governo Yeda é reativar estruturas que contribuam para o desenvolvimento do Estado.
O presidente do Irga, Maurício Fischer, ressaltou que o arroz ainda não possui um canal fixo de escoamento. Ele lembrou que entre os meses de março e junho, o cereal concorre com outros produtos agrícolas, o que dificulta a exportação de grandes volumes. Mas é justamente neste período que os gaúchos poderiam tirar proveito.
– A colheita do arroz em outros países acontece no segundo semestre e, com o Rio Grande do Sul colhendo primeiro, abri-se um leque de opções para os embarques durante todo o ano – afirmou.
O diretor comercial do Irga, Rubens Silveira, celebrou o bom andamento da obra e disse que a expectativa para este ano é atingir 600 mil toneladas de arroz exportado por Rio Grande. Até junho, o Brasil embarcou 243 mil toneladas, praticamente o dobro do que foi registrado no mesmo período de 2007. A crescente procura, afirmou Silveira, deve-se ao menor estoque do produto em nível mundial e também a qualidade superior do arroz produzido no Estado.
O investimento faz parte do projeto de Exportação de Arroz do governo Yeda e integra as ações do Programa Arroz RS. Cerca de R$ 470 mil foram investidos na transformação de um armazém da Cesa em terminal exportador. Estiveram presentes as diretorias de Cesa e Irga, os conselheiros do Instituto, representantes da Federarroz e o Deputado Federal Cláudio Diaz.


