Operação investiga fraudes no recolhimento de ICMS em Rio Grande

A fiscalização da Receita Estadual irá avaliar a possível responsabilização de empresas e de produtores rurais nas fraudes cometidas. O montante da fraude ainda está sendo apurado.

A Secretaria da Fazenda, em parceria com o Ministério Público Estadual, realizou na tarde de terça-feira, 1º, operação onde foi cumprido mandado de busca e apreensão no município do Rio Grande. A ação faz parte da mesma operação realizada segunda-feira, 30, em Porto Alegre e Canoas, que resultou na prisão de um fraudador de guias de ICMS que agia nos ramos de transporte de cargas e orizicultura. Em Rio Grande, outro fraudador, do ramo de pescado, utilizava o mesmo esquema de sonegação fiscal.

A fiscalização da Receita Estadual irá avaliar a possível responsabilização de empresas e de produtores rurais nas fraudes cometidas. O montante da fraude ainda está sendo apurado.

As investigações iniciaram-se em 2007, quando a Receita Estadual encaminhou ao MP notícia de fraudes cometidas em guias de arrecadação do ICMS. O Posto Fiscal de Torres autuou diversas empresas que saíam do Estado portando comprovantes de pagamento de ICMS falsos ou adulterados. Com essas informações, a Receita Estadual e o MP passaram a monitorar as ações desenvolvidas pelos articuladores do esquema criminoso.

A partir desses indícios, e com base no trabalho de investigação realizado pela Receita Estadual e pelo MP, foram identificadas diversas empresas e produtores rurais que o criminoso utilizava para realizar as fraudes e remeter pescado para fora do Estado.

Participaram das operações servidores da Agência da Fazenda Estadual do Rio Grande e da Delegacia da Fazenda de Pelotas, promotores do Ministério Público Estadual e integrantes da força-tarefa do MP.

O diretor da Receita Estadual, Júlio César Grazziotin, destacou que “a intensificação da parceria com o Ministério Público permitiu a agilização dos trabalhos conjuntos, que no caso desta operação estão sendo realizados simultaneamente pelos dois órgãos. Isso aumenta a percepção de risco nos contribuintes que não agem corretamente.”

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