Preço do arroz cai 55% e produção é reduzida em 13%; MT lidera queda

 Preço do arroz cai 55% e produção é reduzida em 13%; MT lidera queda
(Por Felipe Leonel / Estadão, MT) Produtores de arroz de todo o Brasil vão reduzir a produção na safra 2025/26, aponta a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em boletim publicado na última quinta-feira (15). Em todo o país, é esperada uma redução de 13,3% na produção, de 12,7 milhões de toneladas para 11 milhões de toneladas.

Maior produtor do país, o Rio Grande do Sul vai reduzir sua produção em 12,2%, de 8,7 milhões de toneladas para 7,6 milhões de toneladas. No segundo maior produtor, Santa Catarina, a redução é de 4,5%, com produção estimada em 1,2 milhão de toneladas. O Tocantins, terceiro maior produtor, terá uma redução de 23,5% na safra, estimada em 629,4 mil toneladas.

Mato Grosso ocupa a quarta colocação no ranking nacional do arroz e terá uma redução de 36% na safra. Na temporada 2024/25, os rizicultores mato-grossenses produziram 531 mil toneladas, contra 344 mil toneladas previstas para a safra 2025/26. A queda é resultado, principalmente, da redução da área plantada, que recuou de 146,7 mil hectares para 95,6 mil hectares, uma diminuição de 35%.

Ainda conforme a Conab, 90% de toda a área destinada ao arroz no país já foi semeada, sendo que, em Santa Catarina, o plantio já foi concluído. No Rio Grande do Sul, o plantio também está próximo do fim. Já em Mato Grosso, a semeadura avança para a etapa final, com condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do arroz de sequeiro.

Preços ruins para os produtores, bons para os consumidores

A Conab aponta ainda que a redução da produção é resultado das cotações pouco atrativas para os produtores. Dados do Cepea indicam que, em 2024, o valor da saca de 50 quilos chegou a cerca de R$ 120 pagos aos produtores. Atualmente, esse valor está em torno de R$ 53, o que representa uma queda de 55%.

A Companhia alerta, porém, que a queda na produção pode ser maior do que a estimada. Ainda assim, o cenário de preços para os consumidores permanece positivo.

A Conab estima que o Brasil conta com estoques iniciais de 2,4 milhões de toneladas, que se somam à produção estimada de 11 milhões de toneladas e a 1,4 milhão de toneladas de importações. As exportações estão projetadas em 2,1 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno é estimado em 10,8 milhões de toneladas, resultando em um estoque final positivo de 2 milhões de toneladas.

“Para a safra 2025/26, a expectativa de manutenção de preços atrativos ao consumidor no varejo deverá resultar em leve expansão da demanda nacional”, afirma a Conab.

Em Cuiabá, conforme registros de 2024, o pacote de arroz de 5 quilos chegou a ser vendido por até R$ 43. Atualmente, é possível encontrar o produto nos supermercados da capital por um valor médio de R$ 20, no caso do arroz tipo 1.

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