Ratos infestam arrozais no Nordeste

Preocupação na cidade é com a leptospirose.

Ererê, no Ceará, é um município que não tem mosquito da dengue, mas tem rato. Mais uma vez, o fim da quadra chuvosa e início da colheita do arroz —– cultivado em regime de sequeiro pela agricultura familiar — trazem como novo efeito sazonal a infestação de ratos nas plantações, que, encharcadas, facilitam o surgimento da leptospirose, doença transmitida pela urina do rato.

Com nove casos suspeitos da doença em pequenos rizicultores, uma equipe do Núcleo de Endemias da Secretaria Estadual de Saúde esteve entre quinta e sexta-feira em Ererê colhendo amostras sangüíneas dos agricultores e também da área supostamente contaminada.

O problema não é novo para o período pós-chuvoso e ocorreu na localidade de Tomé Vieira, a nove quilômetros da sede municipal. O agricultor Antônio Eligênio da Silva ficou “de não conseguir andar”, de acordo com o relato da mãe, Maria Margarida. Pelo menos outras oito pessoas apresentaram os mesmos sintomas da doença bacteriana: febre alta, dor de cabeça forte, calafrio, dor muscular e vômito.

Investigação

O médico Márcio Luiz, do município, considerou a forte suspeita e informou à Secretaria de Saúde, que acionou a 10ª Célula Regional de Saúde (Ceres), de Limoeiro do Norte, que durante dois dias esteve no município com técnicos da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). O laudo deve sair nesta semana.

– Aqui sempre teve esse problema de rato no arroz, agora dessa vez adoeceu gente – comentou o agricultor familiar, Expedito Martiniano, morador da comunidade de Tomé Vieira.

Várias armadilhas para captura e morte dos ratos foram instaladas nas residências pela equipe de combate às endemias no município.

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