Embrapa destaca tipos especiais de arroz nas vitrines da abertura da safra 2026

 Embrapa destaca tipos especiais de arroz nas vitrines da abertura da safra 2026

Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

(Francisco Lima, Embrapa) Na 36ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, a Embrapa traz como novidade nas vitrines a apresentação de tipos especiais de arroz, com foco em diferentes usos e em nichos de mercado. Uma das variedades em exposição, a cultivar de arroz negro BRS AS707, será lançada no estande institucional no dia 26 de fevereiro, às 14h15min.

Confira a participação da Embrapa no evento: http://embrapa.br/colheita-do-arroz

A BRS AS707 é uma cultivar de arroz irrigado com grãos de pericarpo preto, que se diferencia quanto à presença de compostos com potencial antioxidante, anti-inflamatório e protetor contra doenças crônicas. De ciclo médio, ainda se destaca pelo potencial produtivo.

Também estão presentes na vitrine o arroz vermelho BRS 902; o arroz japônico BRS 358; a BRS Pampa CL, que é mais econômica no consumo de água; e a BRS Pampeira, que atinge produtividades superiores 12 toneladas por hectare. Possíveis usos do arroz, como alimentação animal e produção de etanol, e os tipos especiais desenvolvidos pela Embrapa serão abordados em palestras técnicas no estande institucional no dia 26 de fevereiro, a partir das 9h30min.

Programação do estande

Ao longo dos três dias do evento, a Embrapa promove uma série de palestras, com diferentes temáticas associadas ao cultivo em terras baixas. Além do painel “Usos do arroz”, a programação também inclui os painéis ”Integração Lavoura-Pecuária (ILP)”, “Diversificação de culturas: inverno e verão” e “Bioinsumos”. Outro momento relevante é o lançamento do livro “Manejo de água em terras baixas”, no dia 25 de fevereiro, às 17h30min.

Tecnologias aplicadas a campo

Além da vitrine de grãos, a Embrapa também mantém a vitrine de ILP, com exibição de mais de 20 cultivares forrageiras para uso na rotação e na sucessão de culturas, com foco na melhoria da sustentabilidade do sistema produtivo. Outra prática desenvolvida pela Embrapa e utilizada em todas as vitrines do evento é o sistema sulco-camalhão, técnica de manejo do solo que consiste na formação de canteiros elevados (camalhões) para favorecer a drenagem e de sulcos utilizados para a irrigação.

Realizada pela Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), em correalização com a Embrapa e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS), a Abertura da Colheita do Arroz será sediada pelo oitavo ano consecutivo na Estação Experimental Terras Baixas (ETB) da Embrapa Clima Temperado, no Capão do Leão (RS), de 24 a 26 de fevereiro. O evento conta com o patrocínio premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Coletiva de imprensa

As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa realizada na manhã deste domingo (26), no auditório Terras Baixas da ETB. Participaram o presidente da Federarroz, Denis Nunes; o chefe–geral da Unidade, Leonardo Ferreira Dutra; o coordenador regional do Irga, Igor Kohlz; o diretor-técnico do Senar-RS, Cláudio Rocha; e o prefeito de Capão do Leão, Vilmar Schmitt, e o diretor da Farsul, Fernando Rechsteiner. Cerca de dez veículos compareceram à coletiva, que finalizou com visita às vitrines.

Leonardo Dutra destacou a oitava edição consecutiva de realização do evento nas dependências da Estação Experimental Terras Baixas e adiantou uma das novidades, que já havia sido sinalizada quando do lançamento desta 36ª edição durante a Expointer, de que as instituições formalizarão um acordo de cooperação, durante o evento, para que a Abertura Oficial da Colheita seja realizada nos próximos dez anos consecutivos na Embrapa.. “Isto é um estabelecimento de solidez do evento, baseado no comprometimento, na confiança mútua, na troca de experiências entre as instituições parceiras e num ato de coragem para preparar um evento crescente”, disse.

Ele também apresentou com satisfação alguns números que demonstram esse crescimento contínuo do evento como o espaço de exposição da Agricultura Familiar, que no ano passado havia seis expositores e nessa edição, contará com 20 participantes, além de 230 expositores e 50 vitrines tecnológicas, e também a espera de público, sendo estimado mais de 21 mil visitantes. Ele falou ainda dos materiais que serão expostos nas vitrines experimentais da Embrapa – 20 variedades de forrageiras e algumas variedades de arroz especiais, o que atenderá uma das pautas do evento que é a necessidade de diversificação de mercado – além de uma programação técnica elaborada a partir das demandas e desafios dos produtores, com perspectivas de pesquisa e de novos manejos da lavoura arrozeira.

Denis Nunes destacou o tema apresentado nesta edição, “Cenário Atual e Perspectivas, Conectando Campo e Mercado”, ratificando a importância de levar mais diversidade ao mercado, visando a sustentabilidade e a exportação. O presidente da Federarroz também deu ênfase à programação, aos apoiadores e às parcerias firmadas para que o evento aconteça.

O chefe-geral da Unidade, Leonardo Dutra, e o presidente da Federarroz, Denis Nunes, assumiram suas funções ao longo de 2025, e portanto juntos, realizarão sua primeira Abertura da Colheita do Arroz.

A agenda foi encerrada levando os profissionais da imprensa e convidados para um giro nas lavouras experimentais, sendo reconhecidos os cultivos e variedades em exposição, assim como mantido contato com os dirigentes das instituições realizadoras do evento para entrevistas.

(Com a colaboração de Cristiane Betemps e Emily do Amaral, Embrapa Clima Temperado)

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