Fórum Orizícola reúne produtores em Alegrete para debater crise setorial

 Fórum Orizícola reúne produtores em Alegrete para debater crise setorial

(Por Alegrete Tudo) O Fórum Orizícola promovido em Alegrete pela Associação dos Arrozeiros, com apoio de entidades ligadas ao agronegócio, reuniu produtores e representantes da cadeia produtiva do arroz de diversas cidades da região. O encontro ocorreu no pavilhão da Feind, que ficou lotado para acompanhar as discussões sobre a atual realidade enfrentada pelo setor.

Entre os principais pontos debatidos esteve a queda significativa no preço do arroz, contrastando com os altos custos de produção. Conforme apresentado durante o evento, a saca do produto, que já chegou a ser comercializada por cerca de R$ 120, atualmente está sendo vendida em torno de R$ 50. Enquanto isso, despesas com arrendamento de áreas, insumos, maquinários e mão de obra seguem elevadas, o que tem provocado prejuízos aos produtores.

O representante da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Fernando Loppa, fez uma análise do cenário e destacou a necessidade de buscar soluções para problemas históricos da atividade. Segundo ele, caso a situação não seja revertida, existe o risco de redução no número de produtores, o que pode gerar desemprego e impactos econômicos em municípios com forte vocação agrícola, como Alegrete.

Já o produtor rural e vice-presidente do Sindicato Rural de Alegrete, Caio Nemitz, lembrou que a cultura do arroz já enfrentou outros ciclos de baixa rentabilidade, que trouxeram consequências negativas para a economia e para a sociedade. Ele ressaltou que o fórum proporcionou uma reflexão sobre a importância da cadeia orizícola para o município e região, além de reforçar a necessidade de união entre produtores, sociedade e gestores públicos na busca por soluções para o setor.

Nemitz também destacou as dificuldades no acesso ao crédito rural. Conforme relatou, além dos juros cada vez mais elevados, os custos de produção permanecem altos, já que insumos e maquinários não apresentaram redução significativa nos preços.

De acordo com a Associação dos Arrozeiros de Alegrete, o município conta atualmente com cerca de 200 produtores com lavouras irrigadas e aproximadamente 400 arrendatários envolvidos na produção de arroz, evidenciando a relevância do setor para a geração de empregos e movimentação econômica local.

1 Comentário

  • Tá mas e qual(is) é(são) as soluções para o(s) problema(s)??? Melhoras no preço??? Mas como melhorar se existe sobra de arroz no mercado??? Prá mim só tem uma solução… E sempre apontei ela aqui… Reduzir á área cultivada para 700.000 hectares no RS… Todos estariam felizes hoje se reduzissem a área e colocassem mais bois no pasto… Principalmente os mais capitalizados… Tem gente que prefere perder dinheiro, mas não deixar os outros sairem do atoleiro! Vivemos em tempos em que os Bancos são os maiores proprietários de terras… Enquanto não houver união de classe o setor não vai conseguir adotar as medidas necessárias! E o ciclo se repetirá e se repetirá até que o pessoal entenda isso… Nos EUA os arrozeiros já avisaram que vão reduzir 30% da área e assim o farão! Doa a quem doer, porque sabem que o governo sentirá a pressão! Aqui não fazem isso… Ficam de reunião setorial, palestrinha, festinha de abertura da colheita, e muito blá-blá-blá mas não chegam a lugar nenhum! Um dia vão aprender talvez…

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