Forte interesse nas áreas de cultivo de arroz de grão longo nos EUA em 2026

 Forte interesse nas áreas de cultivo de arroz de grão longo nos EUA em 2026

(Por Dwight Roberts, USRPA) As intenções de plantio estão se tornando mais claras, enquanto a movimentação de preços continua lenta. Em vista dos recentes ataques ao Irã, o setor de grãos, e mais especificamente os preços do arroz de grão longo nos EUA, ainda não sofreram grandes alterações. Ainda é muito cedo para que haja impactos diretos da guerra, mas existem elementos mais sutis em jogo. Primeiro, em tempos de guerra, é típico que o dólar americano se valorize em relação a outras moedas globais, pois é considerado mais seguro do que outras opções. Isso, naturalmente, tem um impacto negativo nas exportações.

Segundo, e inversamente, o Iraque é um dos parceiros mais estratégicos para o arroz de grão longo beneficiado dos EUA, e é típico que países em conflito estoquem alimentos básicos, dos quais o arroz é fundamental. Embora haja apenas rumores sobre a entrada do Iraque no conflito, é algo a se observar. E terceiro, o que está sendo noticiado e impactando diretamente o fluxo de commodities e mercadorias, são as taxas de frete e o risco das rotas de navegação no Oriente Médio. Este será o fator com maior impacto a curto prazo, mas espere que os dois primeiros fatores entrem em jogo nas próximas semanas, caso a guerra se intensifique.

Na Ásia, há relatos de interrupções no comércio e problemas de pagamento, principalmente entre a Índia e o Irã. Isso é inevitável, dadas as circunstâncias, e continuará a se intensificar nas próximas semanas. Até o momento, é difícil analisar o impacto direto nos preços do arroz, mas o frete e a logística certamente estão sendo afetados. Portanto, relataremos que os preços do arroz na Ásia estão estáveis, com a Tailândia a US$ 380 por tonelada, o Vietnã a US$ 360 por tonelada e a Índia a US$ 350 por tonelada.

Na América do Sul, o Brasil desempenhará um papel decisivo na definição do comércio regional de arroz nas próximas semanas, uma vez que sua demanda por importações e seus padrões de compra determinam em grande parte a movimentação do arroz no mercado do Mercosul. O Brasil continua sendo um ator de destaque nos canais de exportação nos últimos anos, com exportações atingindo aproximadamente 1,5 milhão de toneladas em 2025. O Paraguai permanece o país mais vulnerável da região, com estoques consideráveis ​​da safra anterior e dependendo fortemente da demanda brasileira para liquidar esses estoques, o que torna sua perspectiva de mercado intimamente ligada às decisões de compra do Brasil. A Argentina está em transição constante para a colheita, com o consumo interno fornecendo uma importante reserva que ajuda a absorver os primeiros estoques e a evitar que a pressão imediata da colheita pese sobre os preços.

O Uruguai, por outro lado, inicia o novo ano comercial na posição estrutural mais forte entre os principais exportadores, apoiado por estoques remanescentes relativamente baixos e uma cobertura disciplinada de vendas a termo que reduz a exposição à volatilidade de curto prazo do mercado. Espera-se que um novo subsídio brasileiro para exportação de arroz em casca seja publicado hoje no Diário Oficial da União. A safra atual do Mercosul está a todo vapor, e há relatos de um declínio geral entre 8% e 15%. Os exportadores do Mercosul continuam ativos em todo o Hemisfério Ocidental.

O relatório semanal de vendas para exportação do USDA mostra vendas líquidas de 19.400 toneladas, uma queda de 64% em relação à semana anterior e de 74% em relação à média das últimas quatro semanas. As exportações, de 29.300 toneladas, representaram uma queda de 29% em relação à semana anterior e à média das últimas quatro semanas.

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